O sono muda com os anos — e isso não significa dormir mal
28/08/2026 · mente em terapia · Foto: nedimshoots / Unsplash
Muita gente chega aos 60 e estranha o próprio sono: dorme mais cedo, acorda antes do despertador, desperta uma ou duas vezes na madrugada. Boa parte dessas mudanças acompanha naturalmente a passagem dos anos e não é, por si só, sinal de problema.
O que costuma fazer diferença é o dia, não a noite. Tomar sol pela manhã ajuda o corpo a entender que horas são. Mexer-se ao longo do dia — uma caminhada, a horta, a arrumação da casa — cansa na medida certa. Cochilos curtos, de vinte ou trinta minutos e no começo da tarde, descansam sem roubar o sono da noite.
Perto da hora de deitar, valem os combinados de sempre: menos cafeína depois do meio da tarde, jantar mais leve, luz baixa e um ritual tranquilo — um banho morno, algumas páginas de leitura.
E, se o cansaço persiste durante o dia, se o ronco é forte ou se dormir virou motivo de angústia, vale conversar com seu médico. Sono ruim de forma constante merece avaliação — não é algo que se deva simplesmente aceitar como parte da idade.