Cada país atende o telefone de um jeito — e o nosso "alô" tem endereço certo
07/10/2026 · curiosidades
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
Quando o telefone chegou, ninguém sabia como se cumprimentar por ele. Não havia costume: a voz vinha de um lugar que você não podia ver, e era preciso inventar uma primeira palavra. Cada país inventou a sua.
O nosso alô veio do inglês hello, que as telefonistas americanas adotaram no começo e espalharam pelo mundo junto com os aparelhos. Conta-se que um dos inventores do telefone preferia uma saudação de marinheiro, usada entre embarcações, e perdeu a disputa para o hello das centrais.
Na Itália, quem atende diz pronto — no sentido de "estou pronto, pode falar", lembrança dos tempos em que a telefonista avisava que a ligação já estava completada. No Japão, repete-se duas vezes a mesma palavra, e há quem explique o hábito pela qualidade ruim das primeiras linhas: dizer duas vezes garantia que o outro lado ouvisse ao menos uma.
No Brasil ficaram os dois: o alô emprestado do inglês e o pronto que também usamos, sem ninguém nunca ter combinado qual é o certo. Curioso é pensar que esse "alô" que você fala sem pensar é mais antigo que o seu primeiro telefone — e vai sobreviver a ele.