A casa voltou a ter gente: onde ficou a privacidade do casal
07/10/2026 · sexualidade
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
Muita gente passa dos 50 imaginando a casa mais vazia e descobre o contrário. Um filho volta depois de uma separação, um neto dorme ali no meio da semana, um pai idoso se muda para o quarto de trás. A vida fica mais cheia de afeto — e o casal, de repente, perde a parte da casa que era só dos dois.
Falar disso em voz alta ajuda mais do que parece. Casais que atravessam bem essa fase geralmente fazem duas coisas simples: combinam e marcam. Combinam com quem mora ali que porta fechada é porta fechada, sem drama e sem explicação — vale para todos, inclusive para o filho adulto. E marcam a própria hora, mesmo que seja no meio da manhã de um sábado, em vez de esperar pela noite, quando a casa inteira ainda está acordada.
Vale lembrar que intimidade não é só o que acontece no quarto. Uma caminhada sozinhos, a mão segurada na cozinha, a conversa antes de dormir sustentam o resto.
Se a falta de espaço já virou mágoa acumulada, ou se há algum incômodo físico envolvido, conversar com um profissional — um terapeuta de casal ou um médico de confiança — costuma destravar o que a boa vontade sozinha não resolve.