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Pensar em sexo: entre os 50 e os 80, as respostas de 6 mil pessoas não formam um padrão só

15/10/2026 · sexualidade · Fontes consultadas: David M. Lee, James Nazroo, Daryl B. O'Connor, Margaret Blake e Neil Pendleton, "Sexual Health and Well-being Among Older Men and

Pensar em sexo: entre os 50 e os 80, as respostas de 6 mil pessoas não formam um padrão só

Ilustração criada pelo Clube da Maturidade

Entre 2012 e 2013, um estudo que acompanha a população inglesa de 50 anos ou mais incluiu um questionário sobre sexualidade. Uma pergunta era direta: com que frequência você pensou em sexo no último mês? Quem marcou "duas ou três vezes por mês" ou mais entrou na conta de quem pensa com frequência — uma régua baixa.

Entre os homens de 50 a 59 anos, 95% ficaram acima dessa régua. Entre as mulheres da mesma faixa, 69,4%. Dos 70 aos 79, foram 65,7% dos homens e 25,4% das mulheres. Acima dos 80, 38,7% e 10,4%.

O que esses números fazem de melhor é desmanchar uma frase. "Depois dos 50, as pessoas..." não tem um fim só. Dentro de uma mesma década de idade cabe quem pensa em sexo todos os dias e quem não pensou nenhuma vez, e as duas respostas apareceram em quantidade. Quem tem 52 e quem tem 84 vão juntos no mesmo "50+" e responderam de maneiras muito distantes.

Vale dizer o que a conta não mede. Pensar em sexo com frequência não informa se a pessoa quer, se tem com quem, nem se está satisfeita: eram perguntas separadas. E os dados são da Inglaterra, autodeclarados, de quem mora em casa e não em instituição. Os autores notam que quem não devolveu o questionário pode ter deixado de fora justamente o que incomodava.

Você já ouviu alguma frase que começava com "depois dos 50, as pessoas..."? Qual delas soou mais distante do que você vê em volta?

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