Por que o semáforo é vermelho, amarelo e verde — a resposta está nos trilhos do trem, não nas ruas
17/10/2026 · curiosidades
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
Antes do automóvel existir, as ferrovias inglesas já precisavam avisar o maquinista a quilômetros de distância se a linha estava livre. A solução foi a cor — e a primeira escolha foi o vermelho para parar, porque é a cor que o olho humano enxerga de mais longe e a que menos se perde na neblina.
O curioso é o resto. No começo, o sinal de seguir era o branco, e o verde significava apenas atenção. Deu problema: a luz branca se confundia com qualquer lampião de rua ou lanterna de estação, e houve acidentes por causa disso. O verde então foi promovido a seguir, e a ferrovia ficou sem a cor do meio.
O amarelo entrou depois, justamente para ocupar esse lugar vago entre o pare e o siga.
Quando as cidades começaram a engarrafar, no fim do século XIX, ninguém inventou um código novo: pegaram emprestado o que já funcionava nos trilhos. Londres instalou um sinal a gás perto do Parlamento ainda em 1868, operado à mão por um guarda.
É por isso que um motorista brasileiro entende um semáforo no Japão sem falar uma palavra de japonês.