Camas separadas por causa do ronco: o que muda na intimidade e o que não precisa mudar
19/10/2026 · sexualidade
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
Acontece em muitas casas: um ronca, o outro acorda, e depois de meses de noite picada alguém pega o travesseiro e vai para o outro quarto. A solução funciona — e vem acompanhada de um incômodo que quase ninguém verbaliza, a sensação de que o casal perdeu alguma coisa ali.
Vale separar as duas questões. Sono e intimidade não são a mesma coisa. Dormir mal cobra caro do humor, da paciência e da própria vontade de estar perto do outro; nesse sentido, uma noite inteira de sono pode devolver ao casal mais do que tira. O que faz falta não é a cama compartilhada em si, é o tempo de corpo perto do corpo — e esse tempo pode ser combinado em vez de depender do acaso: a conversa antes de apagar a luz, o começo da noite juntos, a manhã sem pressa de sábado.
Uma observação importante: ronco forte, com pausas na respiração e cansaço durante o dia, é assunto para um médico avaliar, não só para um arranjo de quartos. Vale levar à consulta.