A Estrada da Graciosa, de Morretes a Antonina: dois dias na Serra do Mar paranaense
31/10/2026 · dicas de viagem · Fontes: DER-PR, Secretaria da Cultura do Paraná e Iphan
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
A Estrada da Graciosa desce a Serra do Mar paranaense desde 1873. São cerca de trinta quilômetros, boa parte no calçamento original de paralelepípedo, com velocidade máxima de 40 km/h e caminhões proibidos. Pelo caminho há sete recantos com estacionamento, banheiro e churrasqueira: no Recanto Engenheiro Lacerda o mirante alcança o mar; o Recanto Mãe Catira, o mais visitado, tem uma ponte de ferro sobre o rio.
A estrada chega a Morretes, a 70 km de Curitiba, com centro histórico à beira do rio Nhundiaquara, de leito pedregoso. Ali se come o barreado, carne cozida no mínimo oito horas em panela vedada, servida com farinha e banana — prato com indicação geográfica desde 2022. Em Antonina, de centro histórico tombado pelo Iphan em 2012, a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar ocupa o ponto mais alto, diante da Praça Coronel Macedo, e do Trapiche Municipal se veem as ilhas e o manguezal da baía.
Dois dias cabem bem: descer pela Graciosa e voltar pela BR-277, mais rápida. Quem prefere não dirigir pode ir de trem, da Rodoferroviária de Curitiba até Morretes. De abril a setembro chove menos; de dezembro a março o DER-PR costuma fechar a serra preventivamente, então convém checar antes. A pista é simples, sem acostamento, e a pedra escorrega na chuva.
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