Luto na maturidade: como acolher a dor da perda sem pressa
02/09/2026 · mente em terapia · Foto: Zach Kessinger / Unsplash
Chegar aos 50, 60 anos costuma significar também acumular despedidas: pais, cônjuges, irmãos, amigos de uma vida inteira. Cada perda mexe com a gente de um jeito diferente, e é comum sentir tristeza, raiva, culpa ou até um cansaço que parece não ter explicação — tudo isso faz parte do processo de se adaptar a uma ausência, não é sinal de fraqueza.
O luto costuma passar por fases como negação, raiva, negociação, tristeza profunda e aceitação, mas elas raramente seguem uma ordem certa. Muita gente volta e avança entre elas várias vezes, e está tudo bem: não existe um cronograma correto para elaborar uma perda.
Respeitar o próprio ritmo, manter o sono e a alimentação em dia, conversar com quem se sente à vontade e preservar boas lembranças da pessoa que se foi são atitudes que ajudam bastante. Já frases como “seja forte” ou “o tempo cura tudo” tendem a soar vazias para quem está sofrendo — presença e escuta valem mais.
Se a tristeza vem acompanhada de isolamento prolongado, desesperança ou dificuldade de retomar a rotina, vale conversar com um psicólogo. Pedir ajuda nesse momento não é fraqueza: é cuidado.