Autoestima depois dos 50: reconstruindo a relação com você mesmo(a)
02/09/2026 · mente em terapia · Foto: Ketut Subiyanto / Pexels
A autoestima é, basicamente, o jeito como a gente enxerga a si mesmo — e essa “lente” pode ficar embaçada em momentos de transição, como a aposentadoria, a saída dos filhos de casa ou as mudanças naturais que o corpo passa com o tempo. Comparar a própria vida com a de outras pessoas, inclusive nas redes sociais, também costuma pesar nessa avaliação.
Ela se sustenta em alguns pilares: a autoaceitação, a confiança nas próprias capacidades, a forma como nos relacionamos com os outros e a rede de apoio que construímos ao longo da vida. Quando um desses pilares fica fragilizado, é comum surgir autocrítica excessiva, dificuldade de aceitar elogios ou a sensação de estar sempre devendo alguma coisa a si mesmo.
Reconstruir a autoestima é um processo gradual, não uma virada da noite para o dia. Anotar pequenas conquistas do dia a dia, questionar pensamentos automáticos negativos e reduzir a comparação com os outros são passos simples que fazem diferença com o tempo. Cultivar amizades e conversas que façam bem também ajuda a fortalecer essa rede de apoio.
Se a autocrítica estiver constante e difícil de lidar sozinho, buscar acompanhamento psicológico pode ajudar a entender as origens dessa dificuldade e construir um olhar mais gentil para si mesmo.