Excesso de telas e ansiedade: como equilibrar o uso do celular na maturidade
02/09/2026 · mente em terapia · Foto: Amari Shutters / Unsplash
Nos últimos anos, muita gente que passou dos 50 se tornou fluente em WhatsApp, grupos de família e redes sociais — e isso trouxe coisas boas, como matar a saudade dos netos e reencontrar amigos de longa data. Mas o uso constante da tela também tem um lado que pesa: comparar a própria rotina com a vida “perfeita” que aparece nos posts alheios pode gerar uma insatisfação silenciosa com a própria vida.
Paradoxalmente, quanto mais conectados estamos, mais superficiais alguns vínculos podem ficar, e a dificuldade de simplesmente ficar em silêncio, sem o celular por perto, tende a aumentar. Notícias ruins em sequência e a sensação de estar sempre “por dentro de tudo” também cansam a cabeça mais do que se imagina.
Pequenos ajustes fazem diferença: reservar horários sem celular, guardar o aparelho durante as refeições e priorizar encontros e ligações de voz em vez de só mensagens de texto ajudam a equilibrar a balança. Caminhadas, hobbies manuais e conversas olho no olho continuam sendo um ótimo antídoto para o excesso de estímulos digitais.
Se a sensação de ansiedade ligada ao celular ou às redes sociais estiver frequente e incomodando bastante, conversar com um psicólogo pode ajudar a entender melhor essa relação e criar hábitos mais saudáveis com a tecnologia.