Autoestima depois dos 50: reconstruindo o amor-próprio aos poucos
09/09/2026 · mente em terapia · Foto: Danielle Stein / Unsplash
Imagem meramente ilustrativa.
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
A autoestima abalada costuma ter raízes antigas: críticas recebidas na infância, comparações constantes ou fases da vida marcadas por frustrações deixam marcas que, muitas vezes, seguem influenciando como a pessoa se enxerga décadas depois. Na maturidade, esse quadro pode se somar a mudanças no corpo, na rotina de trabalho ou no papel dentro da família, o que faz muita gente se questionar sobre o próprio valor.
Alguns sinais comuns incluem dificuldade em reconhecer as próprias conquistas, autocrítica dura demais e a sensação de estar sempre "atrás" de algum padrão. A boa notícia é que a autoestima pode ser reconstruída, e não é preciso esperar se sentir plenamente confiante de uma vez — o caminho é gradual, como se fosse erguido tijolo por tijolo.
Um exercício simples é anotar, ao fim do dia, pequenas conquistas ou momentos de orgulho, por menores que pareçam. Também ajuda observar de onde vêm as vozes críticas internas e questionar se elas realmente representam seus próprios valores ou ecos de julgamentos alheios. Reduzir a comparação com os outros e focar no próprio progresso costuma trazer mais leveza do que buscar um ideal externo. Viver o presente, sem remoer decisões do passado, e cultivar relações que somam também fazem diferença. Quando o peso da autocrítica parece grande demais para lidar sozinho, conversar com um psicólogo pode abrir caminhos mais rápidos e seguros para essa reconstrução.