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Etarismo: como o preconceito com a idade pesa na saúde emocional

16/09/2026 · mente em terapia · Fonte: CNN Brasil e Conselho Federal de Psicologia (CFP)

Etarismo: como o preconceito com a idade pesa na saúde emocional

Ilustração criada pelo Clube da Maturidade

Comentários como "nessa idade já era pra estar aposentado" ou "você não entende de tecnologia" costumam ser ditos sem maldade, mas carregam um preconceito com nome: etarismo. É a discriminação baseada na idade, e ela aparece em detalhes do dia a dia - no tom de voz de quem explica algo simples demais, na falta de vagas de trabalho para quem passou dos 50, na piada sobre esquecimento que vira rótulo.

O problema é que esse preconceito, repetido muitas vezes, pode ser interiorizado. A pessoa começa a duvidar da própria capacidade, evita situações novas com medo de ser julgada e, aos poucos, se isola. Esse isolamento é um dos caminhos mais diretos para o sofrimento emocional na maturidade.

Um contraponto importante é reconhecer o valor da própria experiência - a bagagem de vida é um tipo de conhecimento que nenhuma idade mais nova substitui. Buscar espaços de troca entre gerações, manter-se em movimento (aprendendo, trabalhando, se relacionando) e não deixar comentários preconceituosos definirem a própria autoimagem são passos que ajudam.

Quando o peso desse preconceito começa a afetar o humor, o sono ou a vontade de sair de casa, vale conversar com um psicólogo - não porque exista algo "errado" com você, mas porque ninguém precisa carregar esse peso sozinho.

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