Exame de próstata depois dos 50: por que não é uma indicação automática para todos
16/09/2026 · saúde e bem-estar · Fontes: Instituto Nacional de Câncer (INCA) e Ministério da Saúde
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
Um homem de 55 anos, sem nenhum sintoma, muitas vezes acha que fazer o exame de PSA todo ano é só prudência. Mas a orientação do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA) vai por outro caminho: eles recomendam não fazer o rastreamento populacional do câncer de próstata, ou seja, não testar sistematicamente todo homem sem sintoma, seja qual for a idade. A razão não é desinteresse pela prevenção — é que estudos mostram que o exame de PSA aumenta bastante o número de diagnósticos, sem reduzir a mortalidade na mesma proporção. Muitos tumores encontrados assim crescem tão devagar que o homem morre com o câncer, não por causa dele, e o tratamento desses casos pode trazer efeitos como incontinência urinária e disfunção sexual sem necessariamente prolongar a vida. Isso é diferente de investigar sintomas urinários que já apareceram, o que segue outro caminho de avaliação. Para quem, mesmo assim, quer fazer o PSA por conta própria, a orientação oficial é que a decisão seja conversada com o médico, com informação clara sobre riscos e benefícios — o que os documentos oficiais chamam de decisão compartilhada. Uma pergunta simples pode abrir essa conversa na próxima consulta: faz sentido fazer esse exame agora, considerando o meu histórico?