Colesterol bom e ruim: o que os números de HDL e LDL realmente significam
21/09/2026 · saúde e bem-estar · Fontes: Sociedade Brasileira de Cardiologia (Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, 2025)
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
No resultado do exame de sangue, é comum ver o colesterol dividido em frações — a mais conhecida delas com os apelidos de bom e ruim. Mas o que esses nomes realmente significam?
O colesterol não circula solto no sangue: ele viaja associado a proteínas, formando partículas chamadas lipoproteínas. O LDL, lipoproteína de baixa densidade, carrega colesterol para os tecidos e, em excesso, tende a se depositar na parede das artérias, contribuindo para a formação de placas — por isso ficou conhecido como o ruim. Já o HDL, lipoproteína de alta densidade, faz o caminho inverso, recolhendo o excesso e levando de volta ao fígado, o que lhe rendeu o apelido de bom.
Vale lembrar que o colesterol em si não é um vilão: o corpo precisa dele para produzir hormônios e manter a estrutura das células. O que muda o risco é o equilíbrio entre as frações, e não simplesmente ter colesterol. A Diretriz Brasileira de Dislipidemias, atualizada em 2025 pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, reforça que a meta considerada adequada para o LDL varia de pessoa para pessoa, conforme o risco cardiovascular de cada uma.
Entender esse equilíbrio ajuda a olhar o resultado do exame com mais clareza e menos susto — e a conversa com o médico sobre o que aquele número significa no seu caso vale mais do que comparar com a média de outra pessoa.