Avaliação de fisioterapia: por que a conversa começa pela sua rotina
16/09/2026 · Fisioterapia e Pilates · Fontes consultadas: Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Resolução nº 555/2022) e Organização Mundial da Saúde (Classificação Inter
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
Uma pessoa marca uma avaliação de fisioterapia por um motivo bem concreto: quer voltar a cuidar do jardim, parado desde a mudança de casa, e não sabe por onde recomeçar. Chega esperando a pergunta "onde dói" e ouve outras. Como é a sua semana? Quantos degraus tem até o quintal? Você carrega o regador cheio ou vai enchendo aos poucos? Parece conversa de aquecimento. É método.
Desde 2022, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional organiza os diagnósticos da profissão numa classificação brasileira construída na linguagem da CIF, a Classificação Internacional de Funcionalidade da Organização Mundial da Saúde. A CIF descreve a saúde em componentes que conversam entre si: as funções e as estruturas do corpo, as atividades que a pessoa realiza, a participação dela na vida em volta e os fatores do ambiente. A OMS inclui o ambiente porque funcionar acontece sempre em algum lugar — o canteiro alto e a torneira longe entram na conta.
Daí a conversa sobre o jardim. O tempo agachado, a distância até a água, quem mora junto e pode dar uma mão: tudo isso vira informação. E é por isso que duas pessoas com a mesma dificuldade não têm por que sair com o mesmo plano. O corpo é um dos componentes da história, não a história inteira.
Se você fosse marcar uma avaliação amanhã, qual atividade do seu dia gostaria de citar primeiro?