Estar só e sentir solidão não são a mesma coisa
16/09/2026 · mente em terapia · Fontes consultadas: Organização Mundial da Saúde (OMS)
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
Almoçar sozinho, morar só ou passar um fim de semana sem compromissos nem sempre significa sofrimento. A Organização Mundial da Saúde define isolamento social como a falta objetiva de conexões sociais suficientes — uma circunstância que pode ser observada por quantas pessoas alguém vê ou com quantas conversa regularmente. A solidão é outra coisa: um sentimento doloroso que surge quando existe uma distância entre o convívio que a pessoa deseja e o que ela de fato tem. É possível estar isolado sem se sentir só, e é possível estar cercado de gente e sentir solidão.
Um relatório da OMS divulgado em 2025 estima que o isolamento social pode atingir até uma em cada três pessoas com mais de 60 anos no mundo, embora o próprio documento reconheça que os dados sobre esse grupo ainda são limitados e variam bastante entre países e contextos.
Essa diferença importa porque as respostas tendem a ser diferentes: para quem está isolado, costuma ajudar ampliar oportunidades reais de contato. Para quem sente solidão mesmo acompanhado, a questão pode estar na qualidade ou no sentido dessas relações, não na quantidade delas.
Você diria que a sua rotina atual tem mais silêncio por escolha ou por falta de opção?