Ilha de Marajó, no Pará: quatro dias entre Soure, Salvaterra e as praias de água doce
19/09/2026 · dicas de viagem · Fontes: Vem Para Belém e Viagens e Caminhos
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
Do outro lado da baía, a oeste de Belém, fica a maior ilha fluviomarinha do mundo — e chegar até lá já é parte do passeio. As lanchas saem do Terminal Hidroviário de Belém, ao lado da Estação das Docas, e levam de duas a três horas. Não há travessia aos domingos, então vale conferir os horários antes de fechar o roteiro.
Soure e Salvaterra concentram o que há para ver. Em Soure ficam a Praia do Pesqueiro e a Praia da Barra Velha, largas e de água morna, e as fazendas de búfalo abertas à visita, como a Fazenda São Jerônimo, onde se conhece de perto o rebanho que virou símbolo da ilha. Em Salvaterra, a Vila de Joanes guarda as ruínas de uma igreja do século XVII bem à beira da praia. A cerâmica marajoara, herdeira de uma tradição indígena de séculos, aparece nos ateliês locais e no Museu do Marajó, em Cachoeira do Arari.
Três ou quatro dias dão conta do essencial. A melhor época vai de julho a dezembro, o período mais seco; entre janeiro e junho chove forte e boa parte da ilha alaga. Calor e umidade são constantes o ano todo, e os trajetos entre as praias se fazem por estrada de terra — nada puxado, mas sem pressa.