Cânion do Xingó, em Sergipe: dois dias entre os paredões do São Francisco e a história do cangaço
19/09/2026 · dicas de viagem · Fontes: Governo de Sergipe, UFS/Museu de Arqueologia de Xingó e Viagens e Caminhos
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
A cerca de 200 quilômetros de Aracaju, no alto sertão sergipano, o rio São Francisco corre entre paredões de rocha que formam um dos trechos mais impressionantes do Velho Chico. Os catamarãs saem de Canindé de São Francisco e navegam pelo lago da usina hidrelétrica de Xingó; o passeio leva cerca de três horas, contando a ida, a parada para banho e a volta. É tudo sentado e com cobertura, e a caatinga que aparece no alto das pedras não se parece com nenhuma outra paisagem de rio no Brasil.
Em terra firme, Canindé abriga o Museu de Arqueologia de Xingó, da Universidade Federal de Sergipe, com o acervo reunido nas escavações do baixo São Francisco. Perto dali, o Monumento Natural Grota do Angico protege mais de 2 mil hectares de caatinga e guarda o ponto em que Lampião e Maria Bonita morreram, em julho de 1938. As trilhas são curtas, cerca de dois quilômetros, e planas — mas o sol é forte: melhor sair cedo e levar água.
Dois ou três dias bastam. O sertão é quente e seco quase o ano inteiro, e os meses de maio a agosto costumam ser os mais amenos. Chega-se de carro pelos aeroportos de Aracaju ou de Maceió.