Por que o bocejo é contagioso — inclusive entre pessoas e cachorros
19/09/2026 · curiosidades
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
Alguém boceja na sala e, em poucos segundos, o bocejo já deu a volta na roda. Até ler sobre bocejo costuma bastar — é bem possível que você tenha bocejado agora, lendo esta frase.
O bocejo em si é antigo e comum a muitos animais: ele estica a mandíbula, enche o peito de ar e parece ajudar a resfriar um pouquinho o cérebro. Até aí, nada de social. O curioso é o contágio, que aparece só em algumas espécies — nós, os chimpanzés, os lobos e, para alegria de muita gente, os cachorros, que bocejam junto com os donos.
A explicação mais aceita hoje liga o bocejo contagioso à empatia. Estudos mostram que a gente pega o bocejo com mais facilidade de quem é próximo: um filho, um irmão, um amigo de muitos anos pegam mais do que um desconhecido na fila do banco. Crianças muito pequenas quase não pegam — o contágio aparece à medida que a capacidade de se colocar no lugar do outro amadurece.
Ou seja: aquele bocejo que corre a mesa do almoço de domingo não é tédio. É sinal de gente que se conhece.