Levar a lista de remédios para a consulta: um hábito simples que ajuda o médico a cuidar melhor
05/10/2026 · saúde e bem-estar · Fontes: Universidade Federal de São Carlos (DGerobrasil) e Manual MSD
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
Depois dos 50, é comum passar pelo cardiologista, pelo ortopedista, pelo clínico e por mais algum especialista ao longo do ano — cada um cuidando de uma parte, nem sempre sabendo o que o outro prescreveu. Um levantamento da Universidade Federal de São Carlos sobre o cuidado da pessoa idosa chama de polifarmácia o uso de cinco ou mais medicamentos ao mesmo tempo, e aponta que essa combinação aumenta o risco de interações, efeitos indesejados e quedas — não porque a pessoa fez algo errado, mas porque ninguém tinha o quadro completo na mão.
Uma lista escrita, com nome do remédio, dose e horário, muda essa conversa. Ela permite que qualquer médico veja rapidamente o que já está em uso, incluindo aquilo que foi receitado por outro profissional, comprado por conta própria ou até suspenso. O Manual MSD recomenda ainda anotar sintomas recentes e dúvidas antes da consulta, em ordem de importância, para que nada se perca nos poucos minutos do atendimento.
Não é preciso memorizar nada: o papel (ou o celular) faz esse trabalho. Vale perguntar, na próxima consulta, se o médico gostaria de ver essa lista completa — às vezes é só isso que falta para o cuidado se encaixar.