Por que o calor extremo pesa mais no corpo a partir dos 60 anos
26/10/2026 · saúde e bem-estar · Fontes: Fiocruz/UFBA, Ministério da Saúde, Universidade de Stanford (via O Povo)
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
Se você tem notado que o calor pesa mais do que pesava há alguns anos, não é impressão. A partir dos 60 anos, o corpo perde eficiência para se refrescar: a produção de suor diminui, e os vasos sanguíneos da pele demoram mais para dilatar e liberar o calor acumulado, o que faz o coração trabalhar mais nos dias de temperatura alta. Um estudo da Universidade de Stanford, feito em câmaras climáticas com três grupos de idade, mostrou essa queda de tolerância ao calor concentrada justamente a partir dessa faixa.
O efeito não é só desconforto. Um levantamento da Fiocruz e da Universidade Federal da Bahia, com dados de quase duas décadas, associou ondas de calor a mais de 120 mil mortes no país entre 2000 e 2019, com internações por doenças respiratórias e renais, e risco maior entre idosos. Por isso, desde junho de 2026 o Ministério da Saúde mantém um painel que avisa gestores do SUS sobre calor extremo com até cinco dias de antecedência, podendo chegar à população pela Defesa Civil.
Na prática, isso significa beber água mesmo sem sentir sede e evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h. Tontura, confusão mental ou fraqueza súbita em dias muito quentes são sinais que pedem atenção imediata — diferente do simples incômodo de sentir calor.