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O que uma revisão com mais de cem estudos mostra sobre colágeno para pele e articulações

26/10/2026 · saúde e bem-estar · Fontes: revisão sistemática da Anglia Ruskin University (Aesthetic Surgery Journal Open Forum, 2026), via BBC News/Estado de Minas; EFSA

O que uma revisão com mais de cem estudos mostra sobre colágeno para pele e articulações

Ilustração criada pelo Clube da Maturidade

O colágeno em pó promete pele mais firme e juntas menos doloridas, mas o que a pesquisa mostra é mais modesto do que o anúncio. Uma revisão de pesquisadores da Anglia Ruskin University, no Reino Unido, divulgada em fevereiro de 2026 e feita sem financiamento da indústria, reuniu estudos sobre o suplemento. Para a pele, encontrou melhora na elasticidade e na hidratação com o uso contínuo — mas nenhum efeito sobre o aparecimento de rugas. Para as articulações, parte da revisão, com 113 estudos e quase 8 mil pessoas, associou o colágeno a algum alívio de dor e rigidez em quadros de osteoartrite, sem conseguir dizer se a versão marinha, bovina ou vegetal faz diferença entre si.

A própria revisão aponta limites: boa parte dos estudos sobre suplementos foi financiada pela indústria que os vende, e a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar nunca aprovou uma alegação de saúde para o colágeno. Quem tem problema renal ou hepático, ou usa outros medicamentos, deve conversar com um profissional de saúde antes de aumentar a ingestão de proteína por esse caminho, já que pode haver interação.

A informação que fica é simples: colágeno pode somar a uma rotina de cuidado com a pele, mas não substitui hábitos com efeito mais estabelecido, como o uso diário de protetor solar.

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