Dez mil passos por dia: o que a pesquisa encontrou em quem tem mais de 60
26/10/2026 · Fisioterapia e Pilates · Fontes: The Lancet Public Health (Paluch et al., 2022); Ministério da Saúde
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
O número está no relógio, no aplicativo do celular e na conversa da caminhada: dez mil passos por dia. Quem termina a tarde com seis ou sete mil costuma guardar a sensação de tarefa não cumprida.
Em 2022, a revista The Lancet Public Health publicou uma análise que reuniu 15 estudos de observação, somando 47.471 adultos acompanhados por cerca de sete anos. Todos haviam usado um contador de passos durante uma semana. Entre os participantes com 60 anos ou mais, a curva que associa mais passos a menor mortalidade por qualquer causa deixava de descer por volta de 6.000 a 8.000 passos diários. Nos mais jovens, isso só acontecia entre 8.000 e 10.000. O platô não diz que os passos seguintes sejam inúteis: diz que, a partir dali, a curva para de descer.
Dois cuidados antes de virar meta. São estudos de observação, que mostram associação e não garantem causa: quem anda menos pode andar menos por já estar adoecendo. E a contagem foi feita numa única semana, em participantes majoritariamente brancos e de países ricos, com aparelhos que erram, sobretudo no passo lento.
A orientação pública brasileira, aliás, não é escrita em passos. O Ministério da Saúde fala em alcançar ao menos 150 minutos de atividade por semana.
Que caminho do seu dia já é feito a pé sem que você pense nele como exercício?