Remédio de uso contínuo pode mexer com o desejo — e isso é assunto de consulta
02/11/2026 · sexualidade
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
Depois dos 50, quando o desejo diminui, a explicação que aparece primeiro é sempre a mesma: é a idade. Às vezes é mesmo. Mas há uma possibilidade que quase nunca entra na conta — a caixinha de remédios da cabeceira.
Remédios de uso contínuo muito comuns, como alguns dos usados para pressão, para colesterol, para o humor, para a próstata ou para dormir, podem ter entre seus efeitos alguma interferência no desejo, na resposta do corpo ou no prazer. Isso não vale para todo mundo nem para todo remédio: depende da substância, da dose e de cada organismo. O ponto é que é um efeito conhecido e descrito, não invenção de quem está reclamando.
O que não fazer é óbvio e vale repetir: não suspenda nem diminua remédio nenhum por conta própria. O caminho é levar o assunto à consulta, com as palavras que você tiver. Médico ouve isso com naturalidade, e muitas vezes há alternativa — trocar a substância, ajustar a dose, mudar o horário.
O silêncio é que não resolve. Ele só faz a pessoa aceitar como definitivo algo que talvez tenha ajuste.