Solo ou aparelho: o que muda entre as duas formas de praticar Pilates
21/09/2026 · Fisioterapia e Pilates · Fontes: American Journal of Physical Medicine & Rehabilitation (meta-análise, 2018); Frontiers in Medicine (revisão sistemática, 2021).
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
Duas pessoas dizem que fazem Pilates. Uma deita num colchonete no chão; a outra se acomoda num aparelho de madeira com molas e um carrinho que desliza. É o mesmo método, mas não é a mesma aula.
No solo, a carga do movimento é o próprio corpo em relação à gravidade, com acessórios pequenos em algumas turmas. Nos aparelhos — reformer, cadillac, chair, barrel —, as molas entram na conta do esforço e a estrutura oferece pontos de sustentação que o chão não tem. A escolha entre um e outro tem a ver com o objetivo combinado, com o que o profissional observou e com o que o lugar oferece.
Essa diferença muda o que uma pesquisa está dizendo. A meta-análise mais citada sobre Pilates e pessoas idosas, publicada em 2018 no American Journal of Physical Medicine & Rehabilitation, reuniu nove ensaios com 415 pessoas acima de 60 anos sem problemas de saúde registrados — e testou aulas de solo, comparadas com não fazer exercício nenhum. Uma revisão de 2021 na Frontiers in Medicine, com 702 idosos, juntou as duas formas e encontrou melhora em medidas de equilíbrio e no medo de cair, mas os próprios autores registram que falta evidência de qualidade sobre redução de quedas.
Então, quando alguém disser que estudos mostram que o Pilates faz bem, cabem três perguntas: qual Pilates, comparado com o quê, e em quem.
O que você gostaria de entender sobre uma aula antes de escolher entre o solo e o aparelho?