No estúdio de Pilates, existe um registro do seu atendimento?
02/11/2026 · Fisioterapia e Pilates · Fontes consultadas: Resolução-COFFITO nº 414/2012 e Resolução-COFFITO nº 387/2011, no site do COFFITO.
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
Você começa num estúdio de Pilates, faz as primeiras semanas e nada chega até você por escrito. Três meses depois, quer saber o que mudou — ou levar sua história para outro profissional. Existe algum registro?
Quando o Pilates é conduzido como atendimento fisioterapêutico, existe: o prontuário. A Resolução COFFITO nº 414/2012 torna obrigatório o registro em prontuário das atividades assistenciais do fisioterapeuta e lista o conteúdo mínimo — identificação, história clínica, exame clínico e físico, exames complementares, diagnóstico e prognóstico fisioterapêuticos, plano terapêutico, evolução e a identificação de quem atendeu. Nos parâmetros do Conselho que tratam do atendimento em grupo, onde o Pilates aparece, consta também o registro diário da evolução.
A parte que quase ninguém sabe: esse documento pertence ao paciente. A mesma resolução proíbe o fisioterapeuta de negar ao paciente o acesso ao próprio prontuário e de deixar de dar as explicações necessárias para que ele compreenda o que está escrito. A guarda mínima é de cinco anos, contados do último registro.
Nada disso transforma toda aula de Pilates em atendimento com prontuário — e é exatamente essa diferença que vale perguntar na recepção, antes da matrícula.
Aquela ficha que o profissional abre antes de começar não é papelada do estúdio. É a sua história de movimento, escrita por quem acompanha de fora aquilo que você sente por dentro — e você pode pedir para ler.