Mola leve não é aula leve: o que a mola do aparelho de Pilates muda
28/09/2026 · Fisioterapia e Pilates · Fonte consultada: Kim HJ, Sung JH, Ryu JK, Jung HC, Wang J. Healthcare, 2024
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
Num aparelho de Pilates, quem conduz a aula troca a mola antes do exercício e avisa que vai ficar mais leve. Soa como reduzir a dificuldade, do mesmo jeito que se troca um peso de 5 kg por um de 3 kg. Só que a mola não é um peso.
No reformer, um dos aparelhos do método, a pessoa se acomoda sobre um carrinho que desliza em trilhos, ligado à estrutura por molas. Elas oferecem resistência ao movimento, mas também sustentam esse carrinho. Quanto mais leve a mola, menos firme fica a base — e manter-se sobre uma base que cede é trabalho.
Um estudo publicado em 2024 na revista Healthcare mediu isso por eletromiografia em três exercícios no reformer, comparando a plataforma travada, uma mola de resistência média e uma mola leve. Com a mola leve, a atividade dos músculos do tronco foi maior nos três exercícios. Vale guardar em quem foi medido: 18 mulheres saudáveis, média de 30 anos, com pelo menos dois anos de prática. Não são iniciantes, não são homens, não é a faixa dos 50+, e o estudo não testou tratamento de dor nem de lesão.
O que essa medida oferece é a lógica, não o número. A mola responde ao objetivo daquele exercício, e ler isso na aula é trabalho de quem a conduz. O que você gostaria de entender antes de entrar numa primeira aula com aparelho?