O Pilates substitui a caminhada?
05/10/2026 · Fisioterapia e Pilates · Fontes consultadas: revisão sistemática com metanálise publicada no Journal of Clinical Medicine (2019) e Guia de Atividade Física para a População Br
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade
Quando a semana aperta, a pergunta aparece sozinha: se eu faço duas aulas de Pilates, ainda preciso caminhar? A pesquisa mediu algo parecido com isso, e não exatamente isso.
Uma revisão sistemática com metanálise publicada no Journal of Clinical Medicine em 2019 reuniu dez estudos e analisou nove, com 332 participantes, para ver o efeito do Pilates sobre a aptidão cardiorrespiratória — a capacidade de sustentar esforço. O resultado foi favorável ao Pilates: tamanho de efeito de 0,57, com intervalo de confiança de 0,15 a 1,00, em programas de oito a dezesseis semanas, duas a três vezes por semana.
Três contornos mudam o que a frase quer dizer. Os participantes tinham de 18 a 66 anos, vários estudos só com mulheres e condições de saúde bem diferentes entre si — não é uma amostra de pessoas acima dos 50. A comparação foi quase sempre com quem seguiu a rotina de sempre, e não com quem caminhava: os próprios autores falam de uma alternativa possível, não de uma troca testada. E os dados de longo prazo são escassos.
Ao lado disso está o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, de 2021, que para pessoas idosas recomenda atividade aeróbica somada a fortalecimento muscular e equilíbrio, de duas a três vezes por semana. A recomendação é feita de tipos diferentes de movimento, e não de um só.
Qual movimento da sua semana você faria com mais gosto se soubesse para que ele serve?