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Diabetes e sexo: a parte que está medida e a parte sobre a qual quase não se pergunta

17/09/2026 · sexualidade · Fontes consultadas: National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK/NIH), "Diabetes, Sexual, & Bladder Problems", revisão de j

Diabetes e sexo: a parte que está medida e a parte sobre a qual quase não se pergunta

Ilustração criada pelo Clube da Maturidade

Quando se fala em diabetes e vida sexual, o assunto costuma parar na ereção. Há razão para isso: o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais, dos Estados Unidos, afirma que mais da metade dos homens com diabetes vai desenvolver disfunção erétil, e que o risco deles é mais de três vezes o de quem não tem a doença.

A mesma página descreve, para as mulheres, um conjunto parecido de efeitos: menos desejo e menos resposta, dificuldade de excitação, lubrificação insuficiente, sensibilidade reduzida, dor. Só que sem número equivalente. A Associação Americana de Diabetes registra que a secura vaginal é duas vezes mais comum em mulheres com diabetes do que em mulheres sem, e explica por que o resto é difícil de medir: estudar excitação feminina é complicado por várias razões — e, por isso, os tratamentos são poucos.

Há ainda uma diferença que não é de laboratório. A Diabetes UK observa que homens com diabetes têm muito mais chance do que as mulheres de serem perguntados sobre problemas sexuais na consulta anual de acompanhamento.

Nada disso descreve uma pessoa em particular: o que aparece em grupos grandes não diz o que acontece com alguém. Quando há dor, mudança persistente ou sofrimento, o lugar disso é a consulta com quem acompanha o diabetes, e a informação geral termina aqui.

Fica uma leitura possível, e ela é nossa, não dos estudos: parte do que se chama de "pouco se sabe" talvez seja, antes, pouco se perguntou.

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