Clube da Maturidade

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Filho adulto que mora com os pais: o reajuste que a casa não previa

21/10/2026 · mente em terapia · Fontes consultadas: dissertação de mestrado de Renata do Nascimento Vieira Munhoz, Instituto de Psicologia da USP, orientada por Belinda Piltcher Habe

Filho adulto que mora com os pais: o reajuste que a casa não previa

Ilustração criada pelo Clube da Maturidade

Quando um filho adulto permanece na casa dos pais além do que planejava - ou volta a morar lá depois de ter saído -, a convivência muda de figura para todos. Uma pesquisa de mestrado do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, orientada pela professora Belinda Piltcher Haber Mandelbaum e divulgada em 2012, entrevistou sete adultos de 26 a 37 anos que ainda moravam com os pais. A autora, Renata do Nascimento Vieira Munhoz, descreveu o que chamou de "pertença estendida": um vínculo que mistura afeto, apoio prático e, para parte dos entrevistados, um sentimento de fracasso por não terem conseguido sair de casa como imaginavam.

A própria pesquisadora é clara sobre os limites do que encontrou: o estudo não buscou uma causa geral para essas situações, nem concluiu se morar com os pais na vida adulta é saudável ou não. Sete entrevistas não permitem falar por todas as famílias brasileiras - mas ajudam a nomear uma tensão real: entre pais acostumados a decidir sobre a própria casa e filhos que já são adultos, nem sempre fica claro quem estabelece horários, regras ou a divisão das contas.

Não existe um roteiro pronto para essa fase. Conversar sobre o que muda - e o que continua igual - costuma pesar menos do que deixar os combinados por conta do silêncio.

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Comentários do artigo

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Débora
Débora em 23/10/2026 18:58

Voltar deve ser muito mais confuso ao que ainda permanece. Quem saiu do ninho voou e conheceu outros céus, quem permaneceu apenas observou outros céus.