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A "crise dos 50" é regra ou exceção? O que mostra a pesquisa sobre a meia-idade

21/10/2026 · mente em terapia · Fontes consultadas: Margie Lachman, Lifespan Initiative on Healthy Aging, Universidade Brandeis (EUA); dados do estudo MIDUS - National Survey of Midl

A "crise dos 50" é regra ou exceção? O que mostra a pesquisa sobre a meia-idade

Ilustração criada pelo Clube da Maturidade

A ideia de uma "crise dos 50", quase inevitável, aparece em filmes, piadas e conversas de família. Mas o que pesquisas de longo prazo mostram sobre a meia-idade é mais variado do que esse roteiro sugere. Margie Lachman, professora de psicologia da Universidade Brandeis, nos Estados Unidos, e pesquisadora do estudo MIDUS (National Survey of Midlife in the United States), reuniu décadas de dados num resumo de 2012: entre os adultos americanos entrevistados, de 10% a 20% relataram ter vivido algo que descreveriam como uma crise na meia-idade - uma proporção parecida com a de quem relata crises em outras fases da vida, não só por volta dos 50.

Entre quem relatou essa crise, cerca de metade associou a sensação a uma inquietação interna, e a outra metade ligou o episódio a acontecimentos concretos, como separação, perda do emprego ou um problema de saúde - não simplesmente ao número da idade. A mesma pesquisa aponta que a maioria dos entrevistados na meia-idade se descreve como satisfeita, e tende a manter esse nível ao longo de dez anos de acompanhamento.

Os dados vêm de uma população norte-americana, com sua própria história e condições de vida, e não substituem a experiência de cada pessoa. Mas ajudam a separar duas coisas que o imaginário popular costuma juntar: atravessar os 50 anos e, por causa disso, atravessar necessariamente uma crise.

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